07/01/2019

Carnaval é época de ganhar dinheiro: veja como aproveitar as oportunidades e se formalizar


Ainda faltam dois meses para o Carnaval, que este ano será em março, mas quem pretende ganhar uma renda extra durante a folia já deve começar os preparativos. Opções de negócio atraem foliões que apostam na criatividade e na produção artesanal.

Segundo Eduardo Magalhães, coordenador do escritório do Sebrae no Centro e Zona Sul e Grande Tijuca, o Carnaval oferece diversas oportunidades, desde o período que antecede a festa, com demandas para a produção das escolas de samba e blocos de rua, por exemplo, até a semana da folia, com ofertas de produtos e serviços para quem vai participar dos blocos ou até mesmo assistir aos desfiles na Sapucaí.

— Toda experiência customizada hoje tem muito espaço de crescimento, principalmente no Carnaval. Mas é importante para o pequeno empreendedor apostar naquilo que já tem demanda e evitar ter estoques muito grandes, porque o Carnaval é sazonal, então ele não vai conseguir vender depois — aconselha.

Foi o que fez o músico Felipe de Paula, 27 anos, que começou a produzir cachaça de jambu com a namorada paraense Marina Fagundes, que trouxe a receita da família. A estreia foi no Carnaval de 2018, em São Paulo, quando em apenas três dias o casal lucrou R$ 1,5 mil com a venda do produtos. Este ano, eles pretendem aumentar a produção e vender também no Carnaval do Rio, onde estão morando atualmente.

— A gente ama carnaval e adora cachaça. Unir os dois e ainda tirar uma graninha é sensacional. A gente costumava fazer a cachaça de jambu só pra consumo próprio e como nosso estoque era pequeno, vendemos tudo nos três primeiros dias.

Segundo o músico, o negócio deu tão certo que as vendas continuaram ao longo do ano:

— A Jambuca cresceu pra além do Carnaval. Fomos aumentando gradativamente a produção durante o ano e continuamos a fazer a cachaça de jambu pra vender. Hoje temos um perfil no Instagram e logomarca. Estamos mais preparados não só em termos de estoque como na produção final.

Formalizar para crescer

Para o coordenador do Sebrae, Eduardo Magalhães, a formalização ajuda a quem quer começar a empreender.

— A formalização é um instrumento facilitador. Abre mais portas e facilita ao pequeno empreendedor o acesso a serviços financeiros, de crédito, por exemplo, que possam ajudar a alavancar o negócio.

A modalidade de Microempreendedor Individual (MEI) permite ainda que o empreendedor tenha um funcionário, emita nota fiscal e contribua para o INSS, pagando o valor mensal de R$ 49,90.

A artesã Gabriela Paula da Silva Cruz, 29 anos, aderiu ao MEI em 2015, após descobrir sua vocação para o artesanato. Em 2017, começou a vender tiaras para compor fantasias de Carnaval.

— Comecei a confeccionar os adereços para mim mesma, para ir no ensaio de um bloco em janeiro de 2017. Fiz uma tiara com a coroa de um abacaxi. Chegando no show, um monte de gente desconhecida me parou perguntando se eu fazia pra vender, aí foi quando eu percebi que seria um bom negócio. No ano passado, lucrei R$ 500.

Dicas de ouro

REDES SOCIAIS

Segundo Eduardo Magalhães, do Sebrae, redes sociais são a melhor opção para pequenos empreendedores, em função do baixo custo, flexibilidade e do contato direto com os consumidores.

TENDÊNCIAS

É importante ficar de olho nas tendências do Carnaval deste ano e apostar no que terá mais demanda. A artesã Gabriela Cruz conta que unicórnios e sereias já têm espaço cativo na folia carioca, mas vai apostar também na temática de arco-íris. Para ela, é importante acompanhar também os memes que surgem na Internet.

BLOCOS OFICIAIS

Atenção às regras do circuito oficial de blocos de rua. A Coordenadoria de Controle Urbano (CCU) da Prefeitura do Rio informou que, no período do Carnaval, estarão habilitados para o comércio ambulante nos blocos somente aqueles que já possuem autorização em pontos fixos ou itinerantes nas ruas da cidade, ou ainda os inscritos e sorteados pela empresa patrocinadora do evento. Neste caso, os ambulantes poderão comercializar apenas os produtos permitidos no regulamento das inscrições.

ARTESANAIS

Ainda para o circuito oficial, o CCU informou que alimentos e produtos artesanais comercializados por ambulantes autorizados devem ter inspeção sanitária.

Fonte: Jornal EXTRA


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