24/01/2019

Brasil gerou 529.500 empregos com carteira assinada em 2018


BRASÍLIA — O Brasil criou 529.500 empregos formais no ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira. O saldo, que desconta as demissões no período, é o primeiro positivo desde 2014, quando houve geração de 420.600 vagas com carteira. O resultado também é o melhor desde 2013, quando o saldo alcançou 1,1 milhão de empregos com carteira. Em dezembro, como costuma ocorrer, o resultado ficou negativo em 334.400 vagas.

O desempenho fechado do ano foi puxado pelo desempenho do setor de serviços, o maior da economia brasileira. Em 2018, o saldo entre contratações e demissões no segmento ficou em 398.600, uma alta de 2,38% em relação ao ano anterior. Já o comércio teve saldo de 102 mil, avanço de 1,13% em relação ao ano anterior. O terceiro melhor desempenho foi na construção civil, que abriu 17.900 vagas formais.

Na agropecuária, a geração de vagas ficou em 3.245 postos, enquanto a indústria de transformação ficou no positivo em 2.600 empregos. Só a administração pública ficou no negativo no ano passado: as demissões superaram as contratações em 4.100 vagas. 

Apesar da recuperação, o desempenho do mercado de trabalho ainda está aquém dos anos em que o país mais gerou vagas. Em 2010, pico da série histórica, o Brasil criou 2,2 milhões de empregos formais. No ano seguinte, foram mais 2 milhões. A geração de vagas começou a desacelerar em 2014, com os primeiros sinais da crise. Analistas dizem que o nível de emprego tende a reagir só depois da consolidação da recuperação econômica, o que ainda não ocorreu.

Em relação às regiões, 23 estados registraram saldo positivo em 2018. No Rio, foram abertos 5.736 postos de trabalho. Embora seja a segunda maior economia do país, o estado ficou em 15º no ranking das unidades da federação que mais geraram vagas. São Paulo liderou a lista, com saldo de 146.596 empregos.

Esta é a primeira divulgação do Caged desde a mudança de estrutura do Ministério do Trabalho, extinto no governo Jair Bolsonaro. Agora, a divulgação da estatística fica a cargo da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, atrelada ao Ministério da Economia.

Fonte: Jornal EXTRA



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